| A crença
de que infarto é um mal que raramente acomete o sexo feminino
já não é mais verdadeira. Estudos
comprovam que é cada vez maior a quantidade de mulheres
de diferentes idades vítimas das doenças
cardiovasculares. Nos últimos anos, por exemplo, o número
de mulheres com problemas cardiovasculares com
idade entre 30 e 39 anos subiu 16%.
A proporção de mulheres
e de homens com doenças coronárias se iguala após
a menopausa feminina – antes
desse período, a incidência é maior neles.
Estima-se que até os 50 anos, haja cinco homens infartados
para cada
mulher.
Agravantes
A maior parte das mulheres não
se preocupa em fazer exames preventivos relacionados ao coração.
O ideal é
serem feitas avaliações cardiológicas pelo
menos a cada um ou dois anos, dependendo dos fatores de risco
da
paciente. O costume de fazer esses exames ocorre com freqüência
bem menor do que o hábito de ir ao
ginecologista. Porém, felizmente, este número vem
aumentando bastante nos últimos tempos. Outro fator que
pode comprometer o diagnóstico de doenças é
a demora na procura de um especialista. Entre elas, é comum
achar que o problema não é tão grave, quando
na verdade pode ser o início de um infarto. Se não
estiver ligada,
pode ser tarde. Em relação à mortalidade,
vale lembrar que a mulher com doença coronária tende
a evoluir pior
clinicamente e também a se submeter a cirurgias mais do
que o homem, principalmente as diabéticas, por
apresentarem vasos de menor calibre.
Causas
Alimentar-se mal e sofrer de obesidade
- condições ou hábitos que agridem o coração
ou as artérias – são
algumas das causas deste tipo de enfermidade. Além disso,
nos últimos anos, as mulheres passaram a fumar
mais e sofrer mais de estresse por conta das maiores responsabilidades
no ambiente de trabalho, fatores que
contribuem igualmente com a aparição das doenças
cardiovasculares.
Sintomas
Tanto em homens quanto em mulheres,
os indícios de que algo não está bem com
o sistema cardiovascular são
normalmente os mesmos. O sintoma mais comum em pacientes que necessitam
de pronto atendimento é a dor no peito – uma sensação
de aperto ou de queimação – que se irradia
para o pescoço, mandíbula ou braços.
Podem ocorrer falta de ar, sudorese, náuseas e até
mesmo tonturas ou desmaio. As conseqüências variam
de
um infarto silencioso, sem dor, até a morte súbita.
Então, cuide-se!
Se você não possui
nenhum indicador de possíveis problemas cardiovasculares
a melhor opção é o tratamento
preventivo. Além disso, mudar hábitos de vida que
possam comprometer a saúde de seu coração
é uma ótima
pedida. Abandonar o tabagismo, praticar exercícios físicos
e controlar o colesterol, a diabetes e o excesso de
peso são excelentes iniciativas.
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